quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Nas ondas do Rádio (1): O Som que Chega Pelo Ar.

Pouco mais de um século após o Inglês James Clerk Maxwell demonstrar teoricamente a possibilidade de transmissão de ondas eletromagnéticas, e o Alemão Henrich Rudolph Hertz provar a teoria ao fazer saltar faíscas através do ar que separava duas bolas de cobre, quase todas as cidades possuem, pelo menos uma emissora de rádio. A invenção é atribuída ao Italiano Guglielmo Marconi, que em 1896 realizou as primeiras transmissões sem fio.

Gilberto e Gilmar com Reginaldo Rodrigues e Luciano Caetano.


Reginaldo Rodrigues com a dupla Kadu e Camilinho


Reginaldo Rodrigues com a cantora Nolly e o locutor Fábbio Pereira


sábado, 21 de novembro de 2009

Gestão Estratégica da Crise - Reginaldo Rodrigues

Logo que surgiram os primeiros rumores, atribuí à mídia grande responsabilidade pela crise. Sim, atuamos em vários momentos como “Garotos Propaganda” da mazela econômica. Embora admita que a crise está afetando significativamente o Brasil, o país está reagindo bem às adversidades econômicas. As ações do Governo Brasileiro têm recebido elogios dos líderes de vários países. Não há como negar que o caos financeiro está enfraquecendo as grandes potências e fortalecendo os principais emergentes, como Brasil, Rússia, Índia e China, o chamado BRIC. Digo que este texto não tem nenhum tipo de apologia política.

A situação exige atitude. Recebi recentemente um texto atribuído a Albert Eisntein que parece ter sido escrito ontem. A seguir o conteúdo pra que tire suas conclusões: “Não podemos pretender que as coisas mudem, se sempre fizermos o mesmo. A crise pode ser a melhor benção para ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado. Quem atribui a crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há méritos. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la.”

E o Brasil tem demonstrado na prática o que isso quer dizer. Prova disso foi a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados – IPI para veículos novos. A resposta do mercado foi imediata, e enquanto durou a redução, foi a principal fomentadora das vendas do setor. Reação parecida teve os setores da construção civil e de eletrodomésticos, que também receberam o beneficio. Mérito do governo e, principalmente do povo. Cabe a cada pessoa fazer um esforço para superar a própria crise. É por essas e outras ações que o Brasil nunca foi tão bem quisto no mercado internacional. Sem falar no marketing pessoal, do nosso Presidente Lula, que é muito bom. Não há espaço neste momento para paixões partidárias. Discordo totalmente da política paternalista que impera no nosso país. Por outro lado não há como aprovar posições radicais, intransigentes e crônicas de alguns críticos; como a do articulista Diogo Mainardi, da Revista Veja que ganhou projeção principalmente fazendo críticas pessoais ao presidente Lula e se recusando a ver os pontos fortes da gestão.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Vergonha do Rádio, eu?

Um dia desses fui questionado em uma entrevista por que não falava muito da minha carreira no rádio, se eu me envergonhava disso. Respondi para o entrevistador o seguinte: “continuo apaixonado como nunca pelo rádio, mas realmente pelo que tenho visto e ouvido ultimamente fico até constrangido com tanta falta de criatividade e qualidade”. Pretendo sim, algum dia, voltar ao rádio para apresentar um programa de entretenimento ou jornalístico, uma vez por semana. Porém, para o ano que vem já existem projetos para participação, falando sobre Comunicação e Marketing, em algumas rádios. Mas para demonstrar minha gratidão a este meio de comunicação que tantas portas me abriu, publicarei um pouco da história do rádio e ilustrarei com algumas fotos minhas enquanto radialista.

Reginaldo Rodrigues com Zezé di Camargo e Luciano


Reginaldo Rodrigues com Cristian e Ralf, Widson Nunes e Cristian Palhares


Reginaldo Rodrigues entrevista Eduardo Costa


Reginaldo Rodrigues entrevista Chitãozinho e Xororó


Reginaldo Rodrigues com Maurício Manieri

Marketing Pessoal (2): A importância do falar bem

No texto anterior citamos um discurso do Vice Presidente José Alencar. Simples, interessante e a platéia atenta o tempo todo. Nos nossos Cursos de Oratória nos deparamos com pessoas que acreditam que falar bem significa “fazer um tour” pelo dicionário e usar palavras eruditas e rebuscadas em um discurso, roda social ou nos negócios. Engano total. O mais importante é conhecer bem o perfil do público para o qual irá falar. Em uma reunião de negócios o vocabulário é um, no barzinho com os amigos é outro totalmente diferente. Aqueles que não conseguem diferenciar esses momentos não são bem quistos. Taxados de chatos e inconvenientes desmancham rapidamente os bate papos.

Certa vez perguntaram a um Pastor Americano como conseguia falar tão bem e ele respondeu o seguinte: “bem, primeiro eu falo o que vou dizer, depois eu digo e para encerrar eu digo o que disse”. O que ele fazia muito bem era estruturar as apresentações de maneira que tivessem começo, meio e fim. E um dos grandes diferenciais daquele homem era considerar que a maioria dos seus ouvintes era pessoas humildes. Por isso usava vocábulo simples, de fácil acesso a todos e utilizava exemplos da própria comunidade para ilustrar suas pregações.

No mercado o cenário é exatamente o mesmo. Para sermos agradáveis e efetivos não devemos destoar dos outros. Mesmo os altos executivos de uma empresa não irão querer ouvir falas complexas de negócios durante uma festa, por exemplo. Em uma de nossas palestras alguém perguntou: “mas e se for uma oportunidade única de abordar “aquele Diretor”? Não devo falar sobre meu currículo e pedir uma oportunidade?” Não. Não deve. Se for apresentado a ele entre no ritmo da conversa, para isso é interessante que esteja sempre bem informado, pois conseguirá desenvolver o assunto. Seja “gente boa”, alegre, extrovertido e certamente você será marcante. Depois de conquistar o seu espaço o assunto profissional poderá surgir naturalmente. Manifeste o interesse, mas de maneira sutil, passe um cartão seu e peça um dele dizendo que o procurará em um momento oportuno. Voltando ao tema da fala, nesses momentos todos estarão conversando informalmente e por isso mesmo não cabe nenhum “eruditismo”.

Ressaltamos que falar de maneira simples não é falar errado e sim utilizar palavras adequadas à situação. O mais importante é se fazer entender. Isso significa enviar códigos (mensagens) que possam ser interpretados com facilidade. Somente assim haverá o “feedback”. Já reparou que algumas pessoas fazem questão de conversar difícil? Preocupam-se muito mais em aparecer do que em passar a mensagem, e você já deve ter observado também a reação dos ouvintes diante dessas situações. Não se esqueça de alguns cuidados na hora de se manifestar. Pensar bem no que vai dizer, falar com boa dicção, colocar emoção nas palavras e evitar vícios de linguagem são alguns deles. Jamais interrompa a fala do interlocutor. Facilmente percebemos a bola fora neste sentido. Se a pessoa voltar ao assunto do mesmo ponto em que parou quando você começou o seu, pode ter certeza que houve a interrupção inoportuna. Costumo dizer que a comunicação eficaz é a chave que abre as portas que dão acesso ao sucesso pessoal e profissional.